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Por que ter horários para estudar?

Estudar não é uma atividade para ser realizada a qualquer momento, há algumas ocasiões em que o estudo poderá render bastante, já em outras não, e dentro desse contexto, ter um horário de estudos é fundamental, pois ficamos cansados ao estudar.

O principal objetivo de ter um horário de estudo é encontrar momentos em que dispomos da concentração necessária para o bom andamento dos estudos. Vocês já tentaram estudar cansados? Já sentiram que esse esforço não leva a lugar nenhum? Estudar sem motivação é algo extremamente chato, onde tentamos ler e muita das vezes estamos com a cabeça na lua.

Qual o melhor horário para estudar?

O horário de estudos deve ser um momento em que haja concentração para estudar. E que horário é esse? Não há uma resposta definitiva. Cada pessoa tem um metabolismo próprio e atividades que gosta mais ou menos para serem realizadas em horários diferentes. Dessa forma, não há como definirmos um mesmo horário de estudo para todos. Como dito anteriormente, para fazer uma boa escolha, devemos conhecer nossa rotina. O importante é escolher um horário em que estejamos descansados e focados. Assim, cada pessoa deverá descobrir seu melhor horário de estudo.

Diferença entre estudo e revisão

Estudo é diferente de revisão, estudamos para aprender coisas novas, já a revisão é uma atividade mais leve, dessa forma, idealmente, devemos selecionar para o estudo horários em que estejamos dispostos a fazer esforço, e para isso devemos pensar muito bem em nossa rotina, pois senão, nenhuma programação de estudos irá trazer bons resultados, e no final das contas, ficaremos desmotivados.

A importância do descanso para os estudos

Descansar não é coisa de vagabundo. Esse é um tema fundamental para o bom rendimento dos estudos, tanto o descanso durante o dia quanto o sono à noite. É preciso descansar, e principalmente, saber como descansar.

Quem está acostumado a ficar no computador até tarde e acaba não dormindo o suficiente, inevitavelmente irá acordar cansado no outro dia, e se ao longo do dia não conseguir recuperar esse sono, irá passar o dia inteiro cansado, rendendo menos em suas atividades, e o estudo, que é uma atividade que exige concentração, é um dos primeiros prejudicados.

Para uma pessoa adulta acordar completamente revigorada, são necessárias em torno de 8 horas de sono de qualidade por noite, já para um adolescente, cerca de 8 a 9 horas. Ter um sono de qualidade é fundamental para encontrarmos horários de estudo que possam funcionar.

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Aposentadoria para servidores públicos

Uma vez que a aposentadoria compulsória vai até os 70 anos, o candidato deve encarar o concurso público como um emprego, mas visualizar a oportunidade de carreira, na qual poderá ingressar e se desenvolver profissionalmente.

Aposentadoria especial

Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o servidor público, seja ele municipal, estadual, da união ou do distrito federal, pode solicitar diretamente o seu pedido de aposentadoria perante o instituto de previdência ao qual está vinculado, e este deve analisar o processo, independentemente de uma ação antecedente, mas as condições de trabalho agora serão as mesmas do INSS, ou seja, a pessoa deve comprovar que exerceu atividade profissional da mesma forma que a Lei Previdenciária do INSS exige, o que irá determinar o valor do benefício de quem irá se aposentar no serviço público, é a data em que foi admitido em sua atividade profissional, e quanto a isso, existem 3 regras básicas:

1) Admitidos até 1998

Para pessoas que entraram no serviço público até 1998, o valor do benefício será sua remuneração integral, e o reajuste do valor do benefício será paritário, ou seja, o mesmo que é dado pessoal da ativa.

2) Admitidos entre 1998 e 2003

Para quem entrou depois de 1998 e antes de 2003 a regra é dada pela média das contribuições (igual ao do INSS), e o reajuste não será paritário, também igual ao do INSS.

3) Admitidos depois de fev/2013

Para as pessoas que entraram no serviço público a partir de fevereiro de 2013, a média da contribuição será igual ao do INSS, mas limitada ao teto da previdência social.

Tempo de serviço anterior ao serviço público

O tempo de serviço anterior ao ingresso no serviço público, desde que seja em condições especiais, ou seja, insalubre ou perigosa, também pode ser utilizada para aposentadoria perante o serviço público.

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Métodos de estudo para concursos

Com relação às técnicas de estudo, não basta apenas que o candidato tenha acesso às informações, é necessário que ele as compreenda, seja na sala de aula presencial, ensino à distância, ou como autodidata, e também é fundamental que ele as retenha. Para isso, existem técnicas de otimização, que ensinam a fazer resenhas, e de memorização.

O processo de aprendizagem

Cada indivíduo detém um estilo individual de aprendizagem, haja vista que algumas pessoas possuem uma maior memória visual e outras uma maior memória auditiva, ou sinestésica, na qual é preciso aprender a fazer anotações.

A aprendizagem é um processo, pois o candidato precisa compreender o conteúdo, retê-lo, e aprender a resgatá-lo no dia da prova. Em grande parte dos casos, ele tende a cumprir apenas 1/3 desse sistema, ou seja, limitar-se apenas à compreensão das informações.

O melhor método de aprendizagem

Há algumas questões que podem ser investigadas para que o aluno possa descobrir qual o melhor método de aprendizagem para ele. Eventualmente, não é difícil identificar em qual estilo o estudante se enquadra, pois é possível que ele mesmo já saiba. Dessa maneira, o objetivo deve ser o de aprimorar o método que já utilizado para que assim ele consiga desenvolvê-lo de um modo mais satisfatório.

Técnicas de estudo

Mapa mental

Os alunos que são mais visuais, ou seja, aqueles que apreciam o estudo por meio de gráficos e esquemas, podem fazer uso de uma técnica chamada mapa mental.

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Vade Mecum

Já os alunos que preferem realizar anotações durante o período de leitura, podem utilizar uma técnica chamada Vade Mecum, facilitando o trabalho com perguntas e respostas de maneira otimizada.

Mnemônica

Outra técnica é a mnemônica, voltada para o aluno que gosta de trabalhar de forma sintetizada, neste caso, busca-se fazer associações entre os conceitos transmitidos e algumas palavras-chave.

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Como ter foco para estudar

Muitos questionam como manter o foco nos estudos mesmo após muitas horas de leitura. Uma relativa grande duração do tempo de estudo é plenamente válida, desde que seja produtiva. No transcorrer do tempo, as mínimas distrações podem acabar por impedir que se consigam avanços importantes nos estudos.

Manter a concentração não é ufoco-nos-estudosma questão exclusiva de força de vontade ou de uso de cafeína. É antes de tudo uma questão de manipular os próprios hábito e motivação, de forma a manter a mente focada no objetivo. Portanto, o estudante deve rever as próprias estratégias de estudo e procurar buscar pelo equilíbrio, potencializando a produtividade com um menor gasto de energia.

As estratégias a seguir têm como ponto central utilizar somente o ciclo de motivação natural do estudante, dispensando a necessidade do uso de outros estimulantes, como café, por exemplo. Dentre as diversas táticas eficazes, podem ser citadas: ativação, parada para distração, trabalho ativo e agendamento.

Ativação ou Priming

Também chamada de “priming“, a ativação corresponde à criação do ambiente e rotina de estudo responsáveis por provocar o desejo de iniciar os estudos. Tecnicamente, corresponde ao poder que o evento anterior pode proporcionar ao evento seguinte.

O condicionamento tende a ser entendido de forma negativa pelas pessoas, quando se está postergando estudos ou até mesmo trabalho. Mesmo que o trabalho seja simples e pequeno, pode ser que a pessoa encontre dificuldades para se automotivar e iniciar seu desenvolvimento, uma das principais razões para que isso ocorra é o chamado “priming negativo”. Diante da procrastinação iniciada, os padrões de pensamento são diretamente influenciados, acarretando uma barreira que impede a motivação.

Da mesma forma como o priming negativo interfere inibindo o impulso para o início do trabalho, o “priming positivo” pode perfeitamente criar uma dinâmica para sua execução ideal.

O planejamento das associações e do ambiente podem acarretar um impulso no ânimo, levando ao aumento da produtividade nos estudos com um esforço muita das vezes menor.

Portanto, há formas de se utilizar o priming de forma favorável. Uma delas é acordar cedo e iniciar os estudos de pronto. Assim, longe de estar relacionado ao objetivo de poupar tempo, o ato de acordar cedo tem uma conotação diretamente ligada ao trabalho, porque trabalhar, de maneira geral, requer acordar cedo.

Por outro lado, nos dias de folgas costuma-se acordar tarde. Assim, o ato de acordar cedo funciona como uma forma de enviar um sinal subconsciente ao cérebro, no sentido de que trata-se de um dia de trabalho intenso.

Ainda que o trabalho não apresente complexidade, todavia, o seu planejamento é recomendável, porém, não é salutar a ideia de ficar detido por horas fazendo planos, o ideal é reservar ao menos 10 minutos por dia para rascunhar o que se pretende fazer nas horas que se seguirão, atitude essa que poderá perfeitamente impulsionar a produtividade do dia.

Parada para distração

Entre os longos períodos de estudo, é necessário e estratégico que se façam pequenos intervalos. Um intervalo realizado a cada 1h ou 1,5h de estudos, pode auxiliar na ponderação do que foi estudado, proporcionando uma melhor assimilação. A recuperação do foco está diretamente ligada ao esvaziamento da cabeça.

Entretanto, é importante ter consciência e força de vontade para proceder a rápida retomada dos estudos, pois a interrupção realizada de forma equivocada, pode ter efeito desastroso sobre a produtividade de tudo o que se planejou no início do dia, inviabilizando a consecução do objetivo proposto.

Para que a pausa não comprometa a continuidade e rendimento dos estudos, é importante que durante esse breve período não haja o envolvimento com atividades que possam prender a atenção, como televisão, internet, redes sociais, jogos e whatsapp ou outro comunicador de mensagens instantâneas. Assim, o impulso construído no início não deve ser desperdiçado aplicando-o em outra tarefa.

O ideal é que as pausas sejam momentos para relaxar, mas que possibilitem a rápida retomada dos estudos. Uma pequena movimentação como uma caminhada breve, beber um pouco de água, fazer alguns alongamentos são algumas opções para serem utilizadas como pausas. Um rápido cochilo, apesar de interessante, pode não ser bom para algumas pessoas, requerendo, portanto, muita cautela quanto a sua utilização nesses intervalos.

É importante salientar o caráter das pausas. Elas não devem ser um momento para diversão, mas sim para proporcionar a recuperação da energia e foco para mais um período de estudos. Portanto, as redes sociais, a diversão, jogos, devem ser reservados para outro momento após os estudos, quando podem ser utilizados sem que provoquem um sentimento de culpa.

Trabalho ativo

As tarefas passivas requerem um esforço bem maior se comparadas às ativas. Portanto, é bem mais fácil manter o foco, por exemplo, na escrita ao invés da leitura. Assim, as tarefas passivas se caracterizam por serem aquelas que exigem uma maior observação, enquanto que as ativas envolvem ação.

O aprendizado está diretamente associado à passividade, daí o fato de a maioria dos alunos enfrentarem bastante dificuldade para manter o foco durante mais de 1h de estudos. Portanto, para que o desempenho melhore, é primordial que essas atividades passivas sejam convertidas em ativas.

No que tange aos estudos, essa conversão da atividade passiva de leitura pode ser convertida em ativa por meio da leitura em voz alta ou fazendo registros das próprias observações e percepções da aula ou vídeo-aula. Uma outra opção é realizar a prática de exercícios e jogos de memorização.

Agendamento

Uma boa forma de estudar de maneira mais intensa é possuindo uma vida mais ativa. Portanto, para lidar com uma grande carga de estudos é importante equilibrá-la com os momentos de folga, para que assim não se estude dia e noite de forma ininterrupta e sem critério. Estudar de forma descontrolada, não é nem saudável nem produtivo. É preciso reservar um dia para estar com a família e os amigos, e fazer outras atividades. Esses momentos de lazer auxiliam na manutenção da sanidade, cujo ponto central é equilibrar os estudos com a vida social.

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Tecnólogo pode prestar concurso público de nível superior?

Segundo o MEC, os cursos tecnólogos são válidos como cursos de nível superior, sendo assim considerados cursos de graduação.

Em relação aos concursos, normalmente existem 3 tipos de editais:

  • Os que especificam que a escolaridade exigida é qualquer graduação de nível superior, e para esses casos também valem os cursos tecnólogos.
  • Os que exigem bacharelado ou licenciatura, que são 2 tipos específicos de graduação, e nesses casos não são válidos os cursos tecnólogos.
  • Os que exigem formações específicas, como por exemplo, bacharelado em psicologia, arquitetura, engenharia etc. Para esses casos obviamente não são válidos os cursos tecnólogos.

Vale mencionar que a grande maioria dos concursos de nível superior não exige bacharelado ou licenciatura, e menos ainda formação específica. Apenas é necessário verificar se o curso de tecnólogo da instituição em questão é reconhecido pelo MEC.

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Pegadinhas em concursos

As pegadinhas aparecem em praticamente todas as provas para concursos, e de um modo geral, pode-se afirmar que existem 2 tipos de questões: as comuns e as com pegadinhas, a primeira reserva-se apenas à testar o conhecimento do candidato, de uma forma simplificada: ou ele sabe a resposta ou não, já a questão com pegadinha é aquela que contém algum elemento em sua estrutura para induzir o candidato ao erro. Estatisticamente cerca de 80% das questões são comuns, e as restantes são pegadinhas. Todas as maiores bancas, sem exceções, usam pegadinhas.

Tendo em vista que candidatos despreparados têm grande probabilidade de errarem tanto questões comuns quanto pegadinhas, o objetivo das pegadinhas é diminuir o número de acertos justamente dos candidatos que estejam melhores preparados, pois há chance do candidato ter pleno conhecimento acerca do tema da questão e mesmo assim vir a errá-la por conta da pegadinha.

Do ponto de vista das instituições que promovem os concursos, as pegadinhas podem ser interessantes, pois como o número de candidatos é geralmente muito superior ao de vagas, para a instituição é fundamental que o maior número de candidatos seja eliminado na prova, sobrando apenas os mais bem preparados.

Tipos de pegadinhas

Apesar das pegadinhas aparecerem com formas distintas, existe um padrão em todas elas, por exemplo, considere uma pegadinha numa questão de direito processual civil e uma outra em informática, aparentemente uma não tem nada a ver com a outra, mas a maneira com que o autor tenta induzir o candidato ao erro pode ser exatamente a mesma em ambas as questões.

De maneira geral, pode-se definir um número limitado de estruturas para as pegadinhas, sendo possível classificá-las em:

  • Pegadinhas de detalhe: são aquelas que figuram em questões com enunciados normalmente longos. Elas se escondem em trechos curtos e aparentemente sem importância, e por conta disso podem passar despercebidas e levar o candidato ao erro, afinal de contas, esses detalhes compõem justamente a chave da pegadinha.
  • Pegadinhas de escolha a mais certa: dadas determinadas opções de respostas, 2 , 3 ou até todas as alternativas podem estar corretas, apesar de que apenas uma delas estará mais correta e completa do que em relação às outras, dessa forma, o candidato poderá identificar acertadamente, por exemplo, a alternativa “a” como sendo correta, marcá-la e já partir para a próxima questão, quando uma outra alternativa, por exemplo a “c”, poderá estar ainda mais correta.
  • Pegadinhas de senso comum: existem certas palavras que estamos acostumados a usar em nosso cotidiano, mas que em numa determinada área de atividade podem assumir outro significado, de cunho mais técnico. No Direito, por exemplo, isso é muito comum, considere, por exemplo, o termo “intempestivo”, que em Direito expressa algo que esteja fora do prazo de realização, como na seguinte frase: “o advogado entrou com recurso intempestivamente”, nesse caso a tentativa de entrar com recurso foi realizada num período fora do prazo de direito, porém, no senso comum, a palavra intempestivo é utilizada com sentido semelhante a termos como “bruto” e “abrupto”. Esse tipo de pegadinha é uma das que mais caem em questões de Direito.

Matérias que mais caem pegadinhas

O exame psicotécnico é uma disciplina em que sua própria essência é a pegadinha. Quase toda questão de exame psicotécnico tem pegadinhas. A matéria que dá mais condições para criação de pegadinhas é a Língua Portuguesa, apesar de que as disciplinas de Direito também normalmente têm muitas pegadinhas.

Exemplos de pegadinhas

Um exemplo típico de estrutura de pegadinha alude à questão de “o que é o que é”, a pergunta é a seguinte: “quantos animais de cada espécie Moisés colocou na arca?”.

Para responde-la, a pessoa é induzida a pensar em um determinado número, por exemplo, se 1, 2 ou 3 animais, porém, essa pergunta não tem sentido, tendo em vista que não foi Moisés quem colocou esses animais na arca, e sim Noé.

Esse mesmo tipo de estrutura pode aparecer em questões de concursos, considere uma questão de Direito Civil que tenha o seguinte enunciado:

“2 pessoas celebraram um contrato, e o pagamento por esse serviço seria em dólar, posteriormente houve um desentendimento entre essas 2 pessoas e, na Justiça, surgiu a dúvida: o pagamento deveria ser efetuado baseado no câmbio do dia em que a sentença foi lavrada ou pelo câmbio da data de celebração do contrato”.

Enquanto alguns candidatos poderão ater-se à data do câmbio, essa pergunta novamente não tem o menor sentido, visto que a Lei proíbe a celebração de contratos normais de serviço em dólar, salvo casos especiais.

Como identificar pegadinhas em concursos?

Apesar da concorrência nos concursos ser geralmente grande, não se pode afirmar ser necessário que o candidato estude especificamente como identificar pegadinhas, até porque há milhares de pessoas que passam em concursos sem ter toda essa técnica e conhecimento, apesar disso, o estudo da estrutura das pegadinhas pode também ser importante para quem busca uma aprovação, de modo que os candidatos que têm a capacidade de identificar pegadinhas possuem certamente uma maior vantagem competitiva.

A medida que são resolvidas questões sob a análise da ótica das pegadinhas, independente de qual seja a disciplina, desenvolve-se inconscientemente a habilidade de identificação dessas pegadinhas, diminuindo assim a probabilidade de vir a errar a questão.

Deve-se lembrar que não adianta o candidato estudar acerca das técnicas de pegadinhas, se não tiver conhecimento acerca da disciplina tratada, dessa forma, o ideal é estudar primeiramente o conteúdo da matéria, e se sobrar tempo, sobre a estrutura das pegadinhas.

Para não ficar com a paranoia de enxergar pegadinhas em todas as questões, a melhor dica é estudar adequadamente o conteúdo da matéria.

Uma dica para quem estiver interessado em desenvolver a habilidade de identificar pegadinhas, esta a qual só é adquirida com a prática de exercícios, é adquirir o livro “200 pegadinhas de Direito Constitucional e Direito Administrativo”, de Eric Savanda.

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Edital Receita Federal 2014: último concurso

Em 2014, a organizadora foi a ESAF, conhecida por apresentar surpresas em provas, ainda mais para os concursos da Receita Federal, com questões com contextos nunca antes abordados, sendo sempre classificada como uma prova muito difícil e com uma nota de corte considerada baixa. Vale mencionar que no concurso de 2012 o último aprovado teve um escore de apenas 60% na prova, número pouco expressivo quando comparado a concursos de outras bancas.

O edital da Receita Federal no concurso de 2014, para o cargo de auditor fiscal, foi bastante enxuto, várias matérias foram retiradas, e a extensão do conteúdo foi menor que a apresentada em concursos anteriores. A prova dissertativa, inclusive, foi no mesmo final da prova objetiva.

Como estudar para a Receita Federal

Existem maneiras distintas de preparação adequada para o Concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal, a mais trabalhosa é estudar todas as normas expedidas pela CMV mais as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade, o que demandaria talvez um tempo aproximado de 5 meses para sua total averiguação.

Uma forma mais rápida é por meio da resolução de questões de concursos anteriores, porém, o ideal é que não sejam levadas em considerações questões de provas que ocorreram há demasiado tempo, como por exemplo, do concurso realizado no ano 2000. O recomendável é estudar provas mais atuais, mesmo que de outra organizadora que não a próxima, pois os assuntos abordados em concursos, independente da banca, são os mesmos.

Nos últimos concursos da Receita Federal, as questões discursivas passaram a ter um papel muito importante, determinantes na aprovação dos candidatos e na localidade em que estes irão atuar com base em sua classificação.

Para questões discursivas, não basta apenas o candidato ter conhecimento acerca da teoria, mas também da prática e de como os procedimentos são aplicados, e o que deverá ser feito, por exemplo, em casos onde houver irregularidades. Em seu estudo, o candidato poderá imaginar situações e investigar como seria a resolução para estas, dessa forma é desenvolvido um raciocínio sobre a matéria.

Estudar por livros?

É claro que livros devem estar inclusos, principalmente para as disciplinas do ciclo básico, que caem em todos os concursos da área fiscal, mas não para todas as disciplinas. Salienta-se que é fundamental que os candidatos tenham amplo conhecimento nessas matérias básicas, já que na maior parte dos casos, serão essas as responsáveis pelas aprovações, e acertando 90% ou mais em cada uma delas, poderão ser compensados erros cometidos em outras disciplinas específicas, como por exemplo, Microeconomia e Contabilidade Avançada.

As matérias básicas compreendem Língua Portuguesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Contabilidade Geral, Matemática Financeira e Raciocínio Lógico, matéria de línguas (inglês ou espanhol, no caso da Receita Federal).

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Estudar por vídeo aulas?

Alguns cursos em vídeo aulas têm tremenda excelência e tradição na preparação para a Receita Federal. Vídeo aulas de questões comentadas também podem ser úteis, e são indicadas para casos onde o candidato já cumpriu sua rotina diária de estudos, podendo ser vistas de uma forma mais relaxada, com o candidato respondendo as questões, e depois analisando a solução proposta pelo professor. Vídeo aulas também são indicadas para as matérias mais complicadas.

Estudar por apostilas?

Apostilas são geralmente resumidas, e são mais indicadas para concursos de nível médio, apesar de que podem ser muito úteis para candidatos que tenham pouca bagagem das disciplinas da área fiscal.

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Fazer cursos na modalidade pacotão?

Os famosos pacotões valem a pena principalmente para candidatos iniciantes ou que disponham de mais tempo para a sua preparação, esses pacotes servem principalmente para se construir um alicerce, porém, para matérias esparsas, como Contabilidade Avançada e Microeconomia, é fundamental optar também por cursos isolados.

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Estudar por PDFs?

Os cursos vendidos em PDF normalmente contam com uma aula zero, é interessante que o candidato analise essa aula, e veja se está dentro daquilo que espera. Vale mencionar que muitos professores fazem uso de desenhos, mapas mentais, entre outros, então é interessante que o candidato analise se esse tipo de material se adéqua ao seu perfil.

Utilizar programa de questões?

É interessante assinar um programa de questões, que separe as questões por ano, banca e assunto, e também dê a opção de salvar as respostas, e obter o percentual de acertos, além de disponibilizar uma aba para comentar cada questão.

Quantas questões treinar por matéria?

Obviamente não há um número fixo de questões a se treinar por matéria, porém, alguns aprovados em concursos anteriores relatam que fizeram em média mais de 1500 questões por matéria, e contam que no dia da prova, parecia que até mesmo já haviam lido anteriormente as questões, tamanha a familiaridade com a forma com que os exercícios são cobrados.

O que estudar para a Receita Federal?

Legislação aduaneira

Essa é considerada uma disciplina difícil, inicialmente deve-se entender a lógica da legislação aduaneira por meio do estudo da teoria, em seguida partir para a resolução de questões comentadas, para assim saber em cada questão o porquê de cada alternativa estar errada ou certa. Além disso, é muito importante se acostumar a ler a literalidade do regulamento aduaneiro, que é o que em verdade é normalmente pedido em provas, além de dar atenção especial à jurisprudência do STF, regimes aduaneiros especiais e infrações aduaneiras.

Comércio Internacional

Essa é considerada uma matéria mais simples do que em relação à legislação aduaneira, e seus assuntos principais são OMC e Mercosul.

Constituição Federal, CTN e Principais Leis

O indicado é que se reserve 30 minutos diários para a leitura da Constituição Federal e do CTN, e que se leia toda a Constituição Federal e o CTN 1 vez por mês. É também indicado que as questões sejam resolvidas sempre com a Constituição do lado, para eventualmente verificar os erros cometidos.

Raciocínio Lógico

O conteúdo de Raciocínio Lógico e Matemática para a Receita Federal normalmente é extenso, pois abrange também álgebra, trigonometria e análise combinatória. É indicado que o candidato estude as questões das últimas provas a partir de concursos realizados em 2006, pois a partir deste, as questões adquiriram um grau de complexidade sensivelmente maior.

Alguns assuntos com grande incidência nas provas são lógica qualitativa, Princípio de Pombal, Princípio da Regressão, entre outros. É interessante mencionar que as bancas ESAF e CESPE-Unb têm enfoques bastante distinto entre si nas questões de raciocínio de lógico.

Auditoria

Alguns dos tópicos considerados mais importantes do programa se referem ao planejamento de auditoria, que é onde o auditor irá traçar sua estratégia, além de como e onde serão aplicados os procedimentos de auditoria, sendo estes o substantivo, a observância e os procedimentos básicos, além da amostragem, papéis de trabalho, eventos subsequentes e parecer dos auditores.

Apesar de cada candidato ter seu ritmo de estudo, é indicado que o estudo da disciplina de auditoria seja realizado pelo menos 1h por dia, sendo fundamental também responder questões acerca dessa disciplina. O indicado é que o estudo da disciplina de auditoria seja ainda dividido em módulos.

A prática de escolher um determinado período para estudar apenas essa disciplina não é recomendada, visto que por conta da matéria ser muito teórica, se vista de forma rápida e condensada, o candidato poderá, em um curto espaço de tempo, esquecer pontos fundamentais.

Um dos diferenciais desse concurso é em relação às questões discursivas, vale mencionar que os temas abordados serão os mesmos tanto para as questões objetivas, como para as discursivas.

Se a disciplina de auditoria for abordada numa questão discursiva, é importante que o candidato esteja a par dos procedimentos práticos de como está é realizada, por exemplo, se a questão se referir ao saldo total de contas que uma determinada instituição tem a receber, para responder a questão o candidato poderá ilustrar esse tema com o exemplo de uma empresa que tenha um determinado total de contas a receber e os procedimentos que deverão ser aplicados para cada caso, utilizando, por exemplo, o teste da inspeção, investigação por meio de uma circularização, com a emissão de cartas para esses clientes, para assim poder confirmar se na data do balanço realmente constavam tais débitos.

Em resumo, em questões discursivas, deve-se explicar de que maneira devem ser aplicadas as metodologias de interesse, e o parecer do auditor no seu transcurso de seus trabalhos de auditoria, ou seja, o que ele deverá colocar em casos com e sem ressalva. Dessa forma não basta saber apenas sobre a prática de auditoria, mas também sobre contabilidade.

Vale dizer, que quando questões de auditoria são cobradas para o cargo de analista tributário, elas geralmente são mais simplificadas do que as que figuram para o cargo de auditor fiscal, tendo uma abordagem mais direta e ligada à norma.

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Edital Auditor Fiscal do Trabalho 2013: último concurso

O que estudar para Auditor Fiscal do Trabalho?

Administração Financeira e Orçamentária

O concurso para Auditor Fiscal do Trabalho do MTE realizado pela CESPE-Unb, envolveu pela primeira vez o assunto acerca de Orçamento, dentro da disciplina de Administração.

A principal dica para essa disciplina é que o candidato inicie os estudos a partir da própria Constituição Federal, especialmente os artigos 165 a 169, priorizando os trechos que versam acerca dos instrumentos de planejamento, que são: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual.

Posteriormente, é recomendado o estudo acerca de Processo Legislativo Orçamentário, que é um processo legislativo especial, possuindo algumas particularidades, e da onde a banca poderá retirar as questões sobre o artigo 166 da Constituição.

Após isso, deve-se dar atenção às vedações constitucionais em matéria orçamentária, um assunto bastante corriqueiro nos concursos da CESPE, e que aparece no artigo 167 da Constituição. Após o estudo dos artigos 165 a 169 da constituição, o candidato deverá partir para o estudo da Lei 4320, que regulamenta as normais gerais de direito financeiro e orçamento público no Brasil, dando atenção especial para a parte de princípios orçamentários e classificações de receitas e despesas, e também os estágios que as receitas e despesas públicas percorrem. Os alunos também poderão se embasar por questões da CESPE para concursos do tribunal de contas da união e MPU (analista de orçamento e analista administrativo).

Auditoria para concursos

O edital para Auditor Fiscal do Trabalho do MTE exige conhecimentos acerca do exercício, papel e normas brasileiras de auditoria interna, sobretudo com base nas normas publicadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.

Quando analisado o edital do concurso de 2013 realizado pela CESPE-Unb, em relação às normas de auditoria no setor público federal, verifica-se a incidência de assuntos referentes à auditoria do setor público federal seguido de alguns assuntos que levam a identificar que a grande referência foi a instrução normativa da Controladoria Geral da União número 1 de 2001, ou seja, as normas de auditoria governamental interna.

No concurso de 2013, a CESPE cobrou também as normas de auditoria governamental do Tribunal de Contas da União. Dessa forma, no estudo devem ser abordados aspectos da CGU, e das normas específicas do Tribunal de Contas da União.

Já para a auditoria universal, verificam-se as técnicas e procedimentos aplicados ao processo de auditoria, eventos subsequentes, e procedimentos de autoria aplicados em áreas específicas de demonstrações contábeis, englobando tanto a auditoria privada como a governamental, e correspondendo a execução propriamente dita destas.

Tanto CESPE como ESAF já elaboraram várias questões com proposições citando à redução da implementação da auditoria interna no âmbito das empresas privadas, o que é uma inverdade, visto que a norma do Conselho Federal prevê o estabelecimento de unidades da função da auditoria interna tanto nas entidades privadas quanto nas públicas. Dessa forma, as normas brasileiras de auditoria interna regulam atividades da auditoria interna tanto nas empresas públicos como nas empresas privadas.

Auditoria interna

Acerca do papel da auditoria interna, a grande referência é a norma NBC TI 01 do Conselho Federal de Contabilidade, antiga NBC T12, que prega que a auditoria compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.

Ainda sobre os objetivos e finalidade da auditoria interna, vale citar outra norma da NBC TI 01, que prega o seguinte: “A atividade da Auditoria Interna tem por finalidade agregar valor ao resultados da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios.”

Em função de não-conformidades, ilegalidades, e até mesmo fraudes, o papel do auditor interno é apresentar à administração da empresa ou à área auditada recomendações objetivas para resolver os problemas identificados.

Outra norma no início da NBC TI 01, prega o seguinte: “A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado”.

Quanto a independência da auditoria interna, prega-se que os auditores internos são independentes quando podem exercer suas funções de forma livre e objetiva, sem influências ou qualquer tipo de pressão, atuando livre de qualquer confronto de interesse.

Auditoria interna e externa: diferenciais

Comparando a auditoria interna com a externa, esta última é realizada mais para o fim de prestação de contas a terceiros, como investidores, acionistas e ao mercado em geral, ou seja, diversos usuários que não fazem parte da administração da empresa, já o principal usuário da auditoria interna é esta própria administração, desta forma ela é realizada mais para fins administrativos internos em apoio à administração da empresa do que como uma forma de prestação de contas à terceiros.

A auditoria externa independente tem um objetivo claro e específico de expressar opinião sobre demonstrações contábeis, já a auditoria interna tem um propósito mais amplo e gerencial de ajudar a administração da empresa a alcançar os seus objetivos e agregar valor ao seu desempenho, é por isso que se diz que a auditoria externa realiza basicamente a auditoria contábil, já a auditoria interna realiza não só a auditoria contábil mas sobretudo a auditoria operacional, no sentido de poder contribuir com a administração da empresa e na melhoria de seus processos.